quarta-feira, 16 de novembro de 2022

O impacto da pandemia na Gestão de Pessoas

 


"É preciso cuidar dos mais frágeis, pensar no coletivo, superar adversidades, aprender com os erros e situações inesperadas para seguir adiante com coragem e ousadia".


     As organizações são compostas por diferentes áreas, finanças, marketing, produção, pesquisa e desenvolvimento, e a nossa tão querida área de Recursos Humanos, que com o auxílio e em conjunto com os gestores, realizam o gerenciamento de pessoas. Em condições normais, a gestão de pessoas já é um desafio e com a pandemia do Covid-19 e todos as implicações que ela trouxe, ficou ainda mais complexa e difícil.

    No contexto da acelerada mudança e transição digital que as organizações estão vivenciando, desenvolver uma nova realidade sem perder a identidade organizacional é algo muito importante. Compreendemos que as mudanças, além de econômicas, foram essencialmente humanas, por esse motivo os impactos na gestão de pessoas, nos processos e métodos de trabalho, são tão significativos.

    Para conter a disseminação do vírus, uma das medidas utilizadas foi o isolamento e a implementação de políticas de distanciamento social pelos estados e municípios, em consequência, pelas organizações. Para evitar que as atividades ficassem estagnas, algumas organizações optaram pelo sistema de tele trabalho, o denominado home-office, trabalho remoto exercido na residência do indivíduo, passou a ser a realidade para muitas pessoas que, sem preparação prévia, tiveram que se adaptar a essa nova realidade. Essa nova forma de realizar as atividades, só foi possível pelo contexto de inovações, evolução dos processos de comunicação e de tecnologia da informação, e crescimento tecnológico, também com auxílio das mudanças sociais que promoveram alterações na estrutura de trabalho nas organizações.

    Foram inúmeras as mudanças, impactos e desafios que essa inesperada pandemia proporcionou para todos. Além do que vamos discutir nesse tópico sobre a gestão das pessoas nas organizações, o que percebemos foi uma reinvenção em muitos negócios para que pudessem sobreviver, o que desenvolver novas estratégias. Aquelas organizações que não conseguiram realizar o movimento, tiveram que optar por demissões, suspensões contratuais, renegociações de dívidas, reduções de salário, entre outros mecanismos de sobrevivência.

DESAFIOS E PRIORIDADES NO CENÁRIO PÓS-PANDEMIA

    As novas tecnologias se fazem presentes nos processos e amenizaram um pouco os desafios apresentados pelo cenário desafiador. A otimização dos processos foi influenciada pela transformação digital que embora tenha sido muito importante para as organizações, também pode ser considerada um desafio. Para aqueles que realizam o gerenciamento de pessoas, ficou ainda mais claro que investimento em treinamentos e capacitações das equipes, é essencial para contornar qualquer obstáculo.

    Novas prioridades para a realização do gerenciamento de pessoas, durante o período de adaptação ao novo normal, deverão ser consideradas.



terça-feira, 15 de novembro de 2022

O desenvolvimento de competências

    A noção de competência é uma nova perspectiva estratégica de gestão de pessoas e apresenta muitas indefinições, o que dificulta sua utilização. O que sabemos é que os indivíduos são fonte de vantagem competitiva para a empresa e isso só ocorre por meio de suas características, que parecem explicar as variações no desempenho, visto que, as organizações apropriam-se do valor do conhecimento, das habilidades e das atitudes estabelecendo modos de agir entre grupos de indivíduos, com isso são geradas as rotinas das tarefas.

    Quando os indivíduos trocam de locar de trabalho, levam suas competências. Se a empresa for capaz de reter, expandir e disseminar esse conhecimento entre a equipe, a vantagem se manterá. Outra forma de manter a vantagem competitiva sustentável é por meio da capacidade absortiva, onde o conhecimento é retido e apropriado, sendo possível ser transformado em um produto, cultura, processos, sistemas gerando vantagem competitiva por um prazo determinado.

    Em diversos livros e publicações científicas as competências sempre foram definidas como a soma dos Conhecimentos, Habilidades e Atitudes de um indivíduo (CHA). Atualmente, para valorizar ainda mais esse conceito, foi introduzida a palavra Resultados no tradicional CHA, transformando-o no CHAR, orientado para o êxito pessoal de quem se desenvolve, da organização e da sociedade.

    O termo competência baseia-se em resultados e deve ser considerado inseparável da ação, a qual é realizada pelos indivíduos que utilizam conhecimentos teóricos e/ou técnicos com intuito e capacidade de resolver problemas em determinados momentos. Na visão de Fleury e Fleury (2000), a competência é considerada um saber agir que agreguem valor econômico à organização e valor social ao indivíduo.


DIFERENÇAS ENTRE QUALIFICAÇÃO E COMPETÊNCIAS

    A noção de competência aparece como umas das referências mais importantes no âmbito empresarial e é uma referência mais forte como concepção do que como prática. Considerando o CHAR e a vivência da prática nas organizações é importante que esteja claro a diferença de qualificação e competência:

    Além de compreender que as qualificações são diferentes das competências, cabe ressaltar que existe uma relação entre as noções de competência e capacidade, visto que observa-se uma mobilização das capacidades no exercício da competência. Isso pode estar associado a recursos intangíveis ou tangíveis.

DESENVOLVENDO COMPETÊNCIAS

    Para se manter competitivo no mercado e agregar valor aos serviços que possam gerar resultados para a empresa, todos os indivíduos devem se preocupar com o desenvolvimento de suas competências. Para tanto, tanto a empresa tem a obrigação e a necessidade de investir na capacitação dos funcionários, quanto os próprios funcionários devem possuir maior responsabilidade perante seus destinos individuais. As competências tornam o indivíduo portador da riqueza das organizações.

    Um indivíduo pode ser considerado competente quando suas capacidades e comportamentos o auxiliam a entregar e agregar valor para a organização. Alguns indivíduos ou organizações dominam melhor que outros os comportamentos e as capacidades, o que as torna eficazes e competitivas em determinadas situações. O ideal seria que os gestores das organizações fossem capazes de valorizar esses comportamentos e capacidades, mas isso ainda é um desafio a ser cumprido.  

    Nesta etapa o objetivo é discutir como nós mesmos, indivíduos ou gestores, podemos desenvolver nossas competências ou competências das pessoas que lideramos. Para tanto, é necessário planejamento, identificação, seleção e avaliação das competências que buscamos desenvolver, visto que precisamos analisa-las sob a ótica dos conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias para desenvolvê-las.

    Quando esse processo de desenvolvimento ocorre dentro de uma organização com foco em uma tarefa específica, precisamos observar tanto a competência para realizar a tarefa quanto a infraestrutura dos sistemas de informações. Se essas duas informações estiverem claras, será evitado o retrabalho propiciando um clima organizacional favorável que gera satisfação e retenção dos funcionários, ou seja, a rotatividade não acontecerá e as equipes buscarão desenvolver cada vez mais suas competências.

    Não podemos considerar que o desenvolvimento de competências seja algo simples de ser realizado, pois, depende de nossas motivações que são intrínsecas e de um movimento que depende da   mobilização, integração, transferência de conhecimentos, recursos, habilidades, por meio de um saber agir responsável e reconhecido.

   

Sobre Planejamento


 

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

Globalização e Crise

 


        

                

    As transformações do capitalismo, guiadas pela dialética da globalização, representam a realização da trajetória do ciclo econômico. A globalização, reflete as flutuações da taxa geral de lucro, as quais motivam os capitais individuais a ampliarem os mercados e a ocuparem novos territoriais produtivos.    

   O cenário competitivo global faz com que empreendedores inovem nos negócios, aliás, competitividade, inclusive, é a palavra que traduz o mercado brasileiro e internacional. Na prática, o que acontece é o seguinte: uma empresa possui um excelente produto e as demais querem fazer melhor que ela e, portanto, se a primeira não continuar melhorando o que oferta ao mercado, então, ficará para trás e a tendência natural é que os concorrentes passem a frente dela.

    Nesse sentido, manter um serviço atualizado e de qualidade continuamente superior é o que diferencia os bons dos excelentes empreendedores, ou seja, as empresas que possuem um diferencial são as que têm mais chances de obter sucesso no mercado global. Para tanto, o empreendedor precisa estar atento às mudanças decorrentes tanto do ambiente interno quanto externo, visando antecipar eventuais riscos e precaver crises do negócio.

    O empreendedorismo pode ser considerado como o ato de identificar oportunidades e alavancar mudanças, ou seja, o ato de empreender é um ato de transformação da ordem dominante, por sua vez, inovação e empreendedorismo, embora diferentes, são conceitos profundamente relacionados.

    Nesse sentido, é extremamente relevante para o empreendedor considerar os fatores de risco envolvidos no negócio, haja vista, que os riscos são incertezas que podem afetar as atividades desenvolvidas pela organização de forma positiva ou negativa e, portanto, como equilibrá-los, configura-se um dos maiores desafios para os empreendedores inovadores.

Diferença entre Empreendedorismo e Inovação

  • Empreendedorismo é o ato de criar e utilizar inovações de forma a gerar novas oportunidades, e que o ato de empreender significa mudar as condições vigentes em um determinado ambiente, utilizando novos recursos ou os recursos disponíveis de novas maneiras.
  • Inovação tem sido destacada como a grande força propulsora e renovadora das empresas e, consequentemente, do crescimento sustentável das nações, ou seja, o fato de “fazer diferente” é reconhecido por diversos estudiosos e empreendedores como algo que proporciona uma posição de destaque junto aos clientes, fornecedores e a sociedade, gerando, por sua vez, valor econômico para as organizações. Sendo assim, mais do que uma intuição, inovar é a chave do crescimento sustentável. 


E se bater a meta for o problema?

📌 1981. Japão. Toyota. A organização enfrentava um dilema recorrente em qualquer empresa orientada a resultados: - Algumas equipes superava...