📌 1981. Japão. Toyota.
A organização enfrentava um dilema recorrente em qualquer empresa orientada a resultados:
- Algumas equipes superavam metas.
- Outras apresentavam desempenho inferior.
O caminho tradicional seria claro:
➡️ premiar os melhores resultados
➡️ pressionar os demais
Taiichi Ohno, um dos principais arquitetos do Sistema Toyota de Produção, escolheu outro caminho. Em vez de analisar apenas indicadores, observou o comportamento no processo. O que encontrou foi revelador.
As equipes com melhor desempenho aparente:
– ocultavam falhas
– aceleravam etapas
– transferiam problemas adiante
As equipes com menor velocidade:
– interrompiam a produção
– acionavam mecanismos de alerta (Andon)
– tornavam os erros visÃveis
No curto prazo, pareciam menos eficientes.
No longo prazo, eram estrategicamente superiores.
A decisão foi contraintuitiva — e corajosa. Foi estrutural.
Ohno passou a valorizar quem interrompia o processo para preservar o sistema e desincentivou práticas que maximizavam resultados sacrificando a sustentabilidade.
- Houve resistência interna.
- Pressão polÃtica.
- Risco à própria liderança.
Mas os resultados vieram:
✔️ Redução consistente de retrabalho
✔️ Menos recalls
✔️ Qualidade superior
✔️ Custos menores no médio e longo prazo
A Toyota consolidou um princÃpio que ainda desafia muitas lideranças:
👉 Estratégia não é apenas alcançar resultados.
👉 É construir capacidades organizacionais duráveis.
Quando recompensamos apenas o número final, ensinamos as pessoas a esconder o caminho. Quando valorizamos o processo, o resultado se repete sem depender de heróis.
Como lÃder, aprendi que maturidade organizacional não está em “bater meta a qualquer custo”, mas em criar ambientes onde os problemas aparecem cedo — e são tratados com responsabilidade.
⚠️ O maior risco estratégico não é errar. É tomar decisões com base em indicadores que escondem a realidade operacional.
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