sexta-feira, 7 de outubro de 2022

O perfil do líder no novo cenário de gestão: motivações e mobilização de equipes

 

LIDERANÇA

    A liderança é um campo de estudos do comportamento organizacional e a primeira pesquisa sobre o tema foi realizada por Lewin (1939), nos EUA, após a Segunda Guerra Mundial. Nesta pesquisa, o autor demonstrou que um mesmo grupo de pessoas se comporta de diferentes maneiras ao interagir com diferentes tipos de líderes.

    Estudos sobre liderança nas organizações possuem diferentes pressupostos, tais como, os traços psicofísicos que são elementos distintivos entre líderes e não líderes, a liderança é um traço nato e não pode ser ensinada, os líderes tendem a ser trabalhadores melhores que seus seguidores. Essas suposições são questionadas em função do processo de ensino-aprendizagem, do desenvolvimento de novas competências, da condição de influência, do caráter dinâmico e multifocal da liderança, que existem em ambientes de mudanças e necessitam de inovação periodicamente (PAIVA, 2019).

    A liderança não é moda, sempre está em evidência. Desenvolver bons líderes é um desafio das organizações, visto que, eles motivam as pessoas, revitalizam e mobilizam, levam as pessoas e as organizações a lugares em que nunca estiveram antes. O tempo, os problemas, as tecnologias e as pessoas mudam também, mas a liderança permanece  (KOUZES; POSNER, 2013).

    Considerando que a liderança é um processo dinâmico, ela atua em três campos de forças e na integração entre esses campos. Cabe ao líder conduzir a situação, a si mesmo, para que as ações façam sentido para os liderados com o objetivo de promover a integração de objetivos organizacionais e pessoais (PAIVA, 2019). Na Figura abaixo estão apresentados os campos de forças da liderança nos estudos contingencias. 

    Os líderes representam um papel importante na eficácia do grupo e da organização. Lacombe e Heilborn (2003) consideram que liderar não é uma tarefa simples, exige disciplina, respeito, paciência, humildade e compromisso, pois a organização é um local onde ser relacionam diferentes pessoas, que possuem objetivos, histórias e valores distintos. 

    Conhecida como uma área de pesquisa antiga, a liderança está sempre em evidência. Liderar, significa conduzir ou influenciar um grupo de pessoas, seus comportamentos e ações, em direção à realização de metas para atingirem objetivos  comuns, de acordo com a visão de futuro, tendo como base um conjunto adequado de ideias e princípios. Essa influência pode ser formar, quando esta relacionada a oposição gerencial, mas os líderes nem sempre são os donos de posição de autoridade que lhes confere legitimidade e podem surgir no interior dos grupos. Esse tipo de liderança é conhecido como informal (LACOMBE; HEILBORN, 2003; ROBBINS, 2002). Portanto, é necessário compreender que a liderança está relacionada com diferentes características no indivíduo: 

  • Disposição para assumir riscos.
  • Desejo de fazer a diferença.
  • Sentir-se incomodado com a realidade, assumir responsabilidades enquanto ?outros se justificam.
  • Disposição para destacar-se no meio da multidão
  • Abrir a mente e o coração.
  • Capacidade de refrear o ego em benefício daquilo que é melhor.
  • Provocar nos outros a capacidade de sonhar.
  • Inspirar e apresentar uma visão clara de quanto as pessoas podem colaborar.
  • Poder de potencializar muitas vidas.
  • Construir uma ligação límbica com os liderados.
  • Integração do coração, mente e alma.
  • Capacidade de se importar com os outros e de incentivá-los a descobrir suas próprias capacidades.
  • Sonho transformado em realidade.
  • Coragem.
    Sem uma liderança eficiente e estratégica, a probabilidade de uma empresa apresentar bom desempenho frente aos desafios da economia mundial, diminui drasticamente (IRELAND; HITT, 1999), por isso ela é considerada um diferencial competitivo. Com líderes diferenciados a cultura organizacional pode ser modificada, visto que eles são arquitetos sociais de suas organizações, criam e mantêm valores. Mas, é importante compreender que liderança não é cargo organizacional assim como o administrador, por exemplo, no entanto, um não exclui a importância do outro. Liderança é uma escolha pessoal, é um processo, um esforço consciente de exercer uma influência especial dentro de um grupo.



Esse significado e propósito está relacionado com a motivação. Um gestor de pessoas, um líder, só consegue motivar as pessoas¬ até certo ponto, visto que a motivação é intrínseca. Algumas estratégias para motivar também estão relacionadas a criação de disciplina que ajuda as pessoas a se manterem dispostas a fazer o que é necessário. Com isso, se o indivíduo tiver consciência de que aquilo é importante, ele vai fazer mesmo quando estiver desanimado ou pensando em procrastinar.

O que você precisa aprender sobre a sua equipe e o que eles precisam saber sobre você?

Para Goleman (1995) as competências necessárias para o sucesso da liderança são de natureza social e emocional. Isso se justifica, pois, ao estar sintonizados com os funcionários fica mais fácil motivá-los, capacitá-los e entusiasmá-los para buscar o atingimento da visão da organização com relações interpessoais mais frutuosas dentro e fora da organização. Além disso, o clima melhora e se torna mais saudável, o ambiente proporciona otimismo.

Goleman (1995) elencou elementos-chave de líderes emocionalmente inteligentes. Autoconsciência possui como características a autoconfiança e a auto avaliação sem distorções, é uma competência para identificar e entender suas emoções e seu efeito sobre as outras pessoas. O auto gerenciamento está relacionado a convicção, dignidade e facilidade para lidar com situações novas e ambíguas, é a capacidade de pensar antes de agir e de administrar emoções perturbadoras e impulsos.

A automotivação é a disposição para alcançar objetivos com uma atração e paixão pelo trabalho, perseverança diante das dificuldades e engajamento com a empresa. Já a empatia é a capacidade de entender as emoções dos outros,  para contratar, desenvolver e reter talentos, aceitando a diversidade para o atendimento dos clientes internos e externos. O elemento denominado de habilidade social faz com que o indivíduo possua potencial para liderar a mudança e experiência para construir equipes, são as habilidades interpessoais que possibilitam a criação de redes e o cultivo de afinidades.

Para aqueles que desejam se tornar líderes, Robbins e Finley (2005) sugerem que é necessário saber quanto tempo os integrantes da organização fazem parte dela, com isso será possível respeitar a experiência e saber demonstrar que uma nova perspectiva tem seu valor. Além disso, as pessoas possuem motivações diferentes para trabalhar, alguns querem dinheiro, outros promoção, desafios ou oportunidades. Saber as expectativas dos liderados é essencial!

Saber como a missão da empresa faz sentido para a vida dos indivíduos, como funciona o trabalho em equipe, quais foram as experiências de trabalho mais realizadoras, aquelas lembranças que dão orgulhos as pessoas e dizem muito sobre o que elas valorizam, são diferenciais dos líderes. Um líder precisa passar mais tempo ouvindo do que falando, sem fazer promessas que não poderá cumprir (ROBBINS; FINLEY, 2005).

PARA SE TORNAR UM LÍDER SAIBA RESPONDER AS SEGUINTES PERGUNTAS

Por que o escolheram para a tarefa?
Em que exatamente você é bom?
Quais são suas fraquezas?
Quão bem você entende o desafio a enfrentar?

Após saber responder essas perguntas, um líder conseguirá motivar as pessoas. 


PERFIL DO LÍDER


    O perfil do líder no novo cenário de gestão, necessita motivar e mobilizar as equipes. Não há uma receita pronta, mas existem algumas características comuns em grandes líderes empresariais que os tornam diferentes da maioria das pessoas e que precisam ser avaliadas. Alguns começaram do zero, desacreditados e foram até demitidos porque ninguém acreditava em suas ideias, mas sua capacidade de inovação, poder de persuasão, resiliência, persistência e inspiração foram características mais marcantes que os tornaram diferentes.


PARA FINALIZAR...

Sugestão de leitura:

Como liderar em um mundo repleto de ansiedade.

Morra Aarons-Mele

Disponível na Harvard Business Review






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