Precisamos ser firmes e amistosos para que seja possível ser franco para persuadir sem usar a coerção. Um bom gestor que sabe negociar não fala o tempo todo mas sabe ouvir, com isso consegue apresentar o seu ponto de vista e compreender a percepção dos demais.
Quando realizamos uma análise sobre negociação e conflito, precisamos observar os três níveis envolvidos. No nível organizacional e de grupo, saber promover o diálogo e utilizar técnicas adequadas de gestão são estratégias que os líderes precisam adotar para lidar com as divergências da melhor forma possível. Já no nível individual precisamos compreender que o autoconhecimento é necessário para uma relação assertiva com os demais. Algumas estratégias podem ser utilizadas tais como ser objetivo, respeitoso, ter coragem para correr riscos, agir, saber dizer não ou sim, quando necessário, ser honesto consigo e com os outros e ser verdadeiro.
A assertividade emocional é escutar, entender e expressar suas emoções demonstrando autocontrole e maturidade, a qual não está relacionada a sua idade, mas a forma com que você encarou cada aprendizado. Visto que, somos resultado da socialização, das experiências, crenças, valores e modelos mentais e quando observamos o grupo que fizemos parte, precisamos compreender com respeito, limites, empatia, compaixão e parceria essas individualidades.
Conflitos nas organizações
O ser humano sempre buscou se organizar em sociedade para defender suas necessidades e interesses. Nesta convivência, existiram e existem embates de interesses, o que denominamos hoje de conflitos (GARBELINI; 2016). Os conflitos envolvem três características, precisam ser percebidos, precisa existir a interação e está relacionado com a incompatibilidade das partes, podem ser generalizados ou localizados e limitados. São classificados de acordo com a percepção das pessoas em relação a ele:
- Conflito percebido ou latente (claro e aberto)
- Experenciado ou velado (ainda que real, não é revelado)
- Manifestou ou aberto (é manifestado não só entre os envolvidos, mas com todo o grupo gerando mal-estar no ambiente)
Existem alguns fatores que podem desencadear os conflitos. Robbins (2001) definiu os conflitos de tarefas, de relacionamento também conhecido de socio emocionais e de processo que podem estar relacionados a interdependência de funções, identificação das regras, intendência de recursos, sistemas e recompensas competitivas e mudança organizacional. Para solucionar esses conflitos podemos, evita-los, adiá-los ou confrontá-los.
Os conflitos fazem parte da nossa vida pessoal, social e organizacional empresarial, pois são sustentados por ações e reações mútuas. Uma interação gera uma situação que se caracteriza pela incompatibilidade de objetivos, metas, valores, e que pode dificultar ou inviabilizar o que pretende.
Existem inúmeras situações que podem gerar os conflitos:
- Falta de prevenção necessária sobre as situações com predisposição a gerar conflitos.
- Quando o trabalho de um indivíduo depende do trabalho do outro, existe a interdependência de funções, e é possível que surjam conflitos.
- A incerteza nas relações tanto profissionais como pessoais, dá início a um entendimento onde as partes intervenientes podem não concordar. Isso é denominado de indefinições das regras do jogo.
- Situações de interdependência de recursos.
- Situações onde se encontra um sistema de recompensas competitivas.
- A mudança é um fator gerados de conflitos visto que, o indivíduo nem sempre compreende a mudança como algo positivo ou desejável.
- A mudança gera ansiedade e torna o indivíduo inseguro no esforço adicional para se adaptar à nova realidade.
- Imposição de mudança ao indivíduo.





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