Você é um ótimo profissional, entrega tudo no prazo, ajuda com novas ideias, agrega para a equipe e tem um ótimo relacionamento com todos. O problema é que a empresa não consegue atender o desejo de crescimento de todos os funcionários e no tempo que eles desejam e por isso, o seu destaque pode causar ciúme e inveja em seus colegas de trabalho, que passarão a vê-lo como um possível inimigo as suas pretensões profissionais.
Inveja aparece a partir de valores assimilados pelas pessoas, e pode ser definida como o desejo de ser como o outro é, ou ter o que o outro tem. Dessa maneira a pessoa se ressente pelo que o outro é, pelo brilho que ele tem, pelos afetos que provoca e pelas coisas que possui. A pessoa não coloca o foco no próprio crescimento, mas na aniquilação do outro.
O ambiente de trabalho é um solo fértil para manifestação deste sentimento por várias razões. Por ser o centro da vida da maioria das pessoas, no trabalho vivenciamos nossas potencialidades, nossas habilidades, nossa vaidade, e também nossos medos e nossas fragilidades.
Pela grande competitividade, principalmente nos ambientes corporativos, a insegurança e a necessidade de apresentar os melhores desempenhos faz com que estes sentimentos se manifestem muito comumente na sua forma mais inadequada e destrutiva.
Ser um bom profissional, isto é, ágil, eficiente, que sabe entender quais as necessidades da empresa e que entrega bons resultados, não significa sucesso garantido. Em algumas circunstâncias, ser bom pode significar uma barreira para o crescimento
Alguns chefes, ao perceberem que dentro de sua equipe existe um profissional muito eficiente e com fortes chances de ocupar o seu lugar, deixa o subordinado na geladeira. Alguns chefes, para não deixar o bom profissional se destacar, optam por não fazer comentários construtivos e avaliações positivas.
Quando o profissional é ágil e eficiente, os líderes acabam canalizando para ele a maior parte das tarefas, pois sabem que ele entregará o resultado no nível desejado. Com a sobrecarga de trabalho, ao longo do tempo o profissional pode em algum momento atrasar um serviço e isso bastará para que o chefe o crucifique perante a empresa.
Na equipe de trabalho, ao perceber que um colega é melhor, os outros começam a deixá-lo de lado. Isso acontece com movimentos simples, como não convidar para um almoço, e com alguns mais complicados, como não passar informações importantes para o andamento das atividades do grupo.
Não importa se você é um ótimo profissional. Se não existirem espaços para crescer, você continuará no mesmo lugar. A concorrência no mundo corporativo é normal e legítima. Sem ela, permaneceríamos no mesmo lugar. O problema é a deslealdade de chefes e colegas que ao perceberem alguém se destacando, procuram uma forma de destruir e prejudicar o bom profissional.
Talvez, a fórmula para o profissional eficiente sair dessa dinâmica é, no fim de um projeto, dar os créditos a todos os participantes (mesmo que não mereçam). Assim as pessoas se sentirão prestigiadas e menos propensas a criticar um bom profissional.

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