Foi-se o tempo em que apenas equipamentos e atividades operacionais geravam lucratividade para as organizações. Hoje, o olhar empresarial também está voltado para o capital intelectual, ou seja, para as pessoas. A importância dada a elas – suas capacidades criativas, motivações, competências e conhecimentos – é sentida como um diferencial e uma oportunidade para as empresas crescerem mais.
Por esse motivo, a gestão do conhecimento está em alta nas organizações e desempenha um papel muito importante para potencializar resultados e trazer melhorias significativas aos processos. Dar maior importância às pessoas do que aos bens tangíveis torna-se uma tendência porque são elas que detém os conhecimentos mais valiosos sobre como atingir melhores resultados, como diagnosticar problemas e otimizar processos internos, enquanto os equipamentos usados nas operações são meros coadjuvantes para tal fim.
Com a transformação digital, ficou ainda mais fácil colocar em prática a gestão do conhecimento e colher seus benefícios dentro de empresas de todos os tamanhos e segmentos. A maneira de aproveitar melhor o conhecimento desses colaboradores é estimular e facilitar a troca, e o uso e a criação de conhecimento em toda a empresa. Assim as pessoas são incentivadas a compartilhar aquilo que sabem, de forma a criar um ambiente de trabalho no qual toda experiência válida pode ser acessada pelos outros colaboradores e aplicada em suas atividades a fim de elevar a produtividade da companhia.
A construção de um ambiente corporativo que estimula a aprendizagem e a inovação é fundamental. Com os departamentos cada vez mais integrados, graças ao uso de sistemas que agilizam o dia a dia, as informações importantes podem ser disponibilizadas a todos com mais assertividade.
Há dois tipos básicos de conhecimento que podem ser aplicados pelo ser humano: o explícito e o tácito. O conhecimento explícito é o mais fácil de ser colocado em palavras, registrado e documentado. É facilmente adquirido por meio da leitura de manuais, livros e artigos, por exemplo. Quando falamos das funcionalidades de um sistema, ou das etapas de um processo produtivo, tratamos do conhecimento explícito.
O segundo tipo – o tácito – é o mais difícil de ser colocado em palavras e é adquirido apenas com a prática. O conhecimento tácito é aquele que só conseguirmos mostrar ao usar. Um líder gerindo sua equipe, um médico realizando um diagnóstico ou vendedor fechando uma venda difícil, são exemplos desse tipo de conhecimento.
Não adianta implantar a gestão do conhecimento sem pensar em quais resultados se quer atingir. Uma vez disseminado, o conhecimento pode ser retido por outros colaboradores, a fim de gerar resultados sempre superiores aos do passado. É preciso reconhecer e disseminar esse conhecimento para que a empresa esteja sempre evoluindo.
Gestão do Conhecimento é algo que deve ser sempre contínuo.
Paulo Stramaro
Linkedin.com/in/PauloStramaro

Comunicação clara e transparência são talvez as duas características mais valiosas em um ambiente profissional de sucesso. Empresas com ambiente de alta confiança, em que os funcionários podem compartilhar conhecimento de forma colaborativa e transparente, têm retorno duas a três vezes superior à média do seu setor, além de uma taxa de rotatividade 50% inferior a seus concorrentes. Uma cultura ineficiente no compartilhamento de conhecimento pode custar às grandes empresas milhões em perda de produtividade.
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