quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Dica de Livro: O perigo de uma história única


Nossa sugestão de leitura, um livro de poucas páginas, mas com um conteúdo provocador.

O perigo de uma história única, da autora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, é uma transcrição de uma TED realizada em 2009.

Excelente ferramenta para treinamentos e projetos de gestão. Com linguagem fácil, pode ser apresentado para diversos públicos e com diferentes contextos.

Promove uma importante reflexão; vendo uma situação apenas sob sua perspectiva, você está sendo desonesto com a verdade. Todo assunto têm interpretações plurais. 

O livro cita vários exemplos, bem didáticos e muitos próximos a nós. O olhar único restringe sua capacidade analítica dos fatos, promove uma tomada de decisão nem sempre assertiva.

Não existe um ser neutro, isso é fato, porém o exercício da empatia, procurar conhecer a situação sob outros ângulos, pode ser um grande aliado no seu crescimento profissional e pessoal.

“As histórias foram usadas para espoliar e caluniar, mas também podem ser usadas para empoderar e humanizar”


Livro: O perigo de uma história única.

Adichie, Chimamanda Ngozi.  

1ª ed. Companhia das Letras, 2019.

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

O cavaleiro preso na armadura

 

O Cavaleiro Preso na Armadura é um livro que conta através de uma fábula a história de um cavaleiro que inicia uma jornada para retirar sua armadura. A história narrada do cavaleiro convida a nós todos a embarcar numa viagem desafiadora, que convoca-nos também a um encontro com nós mesmos. Através da história de um cavaleiro corajoso e sempre pronto para qualquer batalha, o autor Robert Fisher nos leva a refletir sobre como temos dificuldade de mostrar exatamente quem somos.

O livro apresenta a fábula de um destemido cavaleiro, ávido pelas batalhas, que queria sempre ser bondoso, gentil e amoroso. Com o passar do tempo, tornou-se obstinado pelo trabalho. O cavaleiro queria tanto agradar que mesmo quando não havia batalhas, promovia o resgate de donzelas, quando elas não queriam ser resgatadas. Por estar sempre no campo de batalha matando dragões, ou ainda, admirando o lustre da sua armadura, o cavaleiro se tornou um pai ausente e um esposo frio e impaciente.

Um dia, sua esposa Juliet, resolve lhe dar um ultimato, pois além da ausência na família, ela reclama que o filho Christopher tem como única imagem do pai um retrato na parede. Com isso ordena-lhe que opte entre tirar de uma vez por todas a armadura ou perder sua família, pois ela partiria com o filho para a casa de parentes.

Porém, ao tentar retirar a armadura, o cavaleiro descobre que ela está presa ao seu corpo, e nem o ferreiro mais experiente do reino foi capaz de retirá-la. embarca em uma grande viagem para se livrar da armadura. Assim com o cavaleiro, todos nós temos a nossa própria armadura que vestimos em determinadas situações. O cavaleiro se armou da sua e não mais conseguia retirá-la sozinho. Admitir que precisamos de ajuda é o primeiro passo para retirarmos a nossa armadura.

Diante da possibilidade de perder sua família o cavaleiro desesperado, recorre à ajuda do mago Merlin, que vive num bosque distante. Depois de ter suas forças reestabelecidas pela ajuda do mago, o cavaleiro pergunta a Merlin como se livrar da armadura de aço em que se encontrava preso, o mago então diz que só há um meio: percorrer a Trilha da Verdade, um caminho árduo e cheio de desafios pessoais. Durante a trajetória, o cavaleiro tem de passar por três castelos: o do Silêncio, do Conhecimento e por fim o Castelo da Vontade e da Ousadia.

Em cada um desses castelos ele vai refletindo cada vez mais sobre sua vida e permitindo que seus sentimentos fluam. Á medida que vai se autoconhecendo e tornando-se mais afetuoso, sua armadura vai se desmanchando. Percebemos que a armadura não passa de uma fachada construída pelo cavaleiro para esconder seus medos e sentimentos. Para se livrar dela, ele terá que aprender a se amar, reconhecer suas fraquezas, derrubar as barreiras e libertar o seu “eu” verdadeiro.

Assim como o cavaleiro, ao longo de nossa vida vamos blindando-nos dentro de uma armadura, censurando nossos sentimentos, e nos tornando cada vez mais obstinados pelo nosso serviço. Ferimos àqueles que nos cercam sem nem ao menos perceber, tornamo-nos insípidos, esquecemo-nos de viver.  Estamos tão preocupados com o que os outros pensam de nós, que acabamos nos tornando homens de lata, frios e calculistas, preocupados apenas com a imagem. Deixamos de nos preocupar com o que pensamos de nós mesmos e quando isso acontece ficamos como o cavaleiro, presos em uma armadura de aço, intransponível.

Este livro é uma eminente obra da literatura, que sem dúvida ensina uma lição preciosa não somente aos jovens, como também a adultos, que vivem na frieza do capitalismo, inertes aos sentimentos, presos aos compromissos e responsabilidades do mundo contemporâneo. O livro nos mostra que devemos de encarar nossos medos e temores, que devemos refletir sobre o que realmente nos importa, sobre nossas reais prioridades.


Paulo Stramaro
Linkedin.com/in/PauloStramaro



Detalhes do Livro

TÍtulo: O Cavaleiro Preso na Armadura
Autor: Robert Fisher
Editora : Record 
Capa comum : 112 páginas
ISBN-10 : 8501057444
ISBN-13 : 978-8501057440

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Muito Trabalho, pouco stress



Os malefícios que um workaholic pode trazer para a sua vida e a da empresa, uma resenha sobre o livro Muito Trabalho, pouco stress do André Caldeira, Editora Évora


Joe Labor, é um workaholic maluco que vive sempre no limite da exaustão. Joe Labor, ou João Trabalho, vive de menos e trabalha demais. Ele tem uma rotina pomba-gira maluca, corre atrás de sua agenda, está sempre devendo no trabalho, não tem controle sobre sua rotina, é viciado em tecnologia por conta dos assuntos do escritório, sempre trabalha até mais tarde, leva trabalho para casa, trabalha nos fins de semana. Enfim, Joe vive para o trabalho, sem nunca sentir que está no controle de sua vida profissional. Ele não tem tempo para a família, mal vê a mulher e os filhos, e quando está com eles se pega pensando em assuntos do trabalho como se sua família estivesse em um cinema mudo. Quase não tem tempo para os amigos, não pratica esportes, bebe muito, come demais, tem insônia, e sempre quer matar todo mundo no trânsito. Joe quase não tem vida pessoal e sempre se sente devedor em casa por colocar o trabalho em primeiro lugar: em dedicação, tempo e importância. Joe é duplamente devedor. Deve no trabalho e deve em casa.


Joe também poderia ser chamado de Joana, afinal as mulheres profissionais são tão ou mais estressadas do que os homens. Além da credencial de executiva – que trabalha muito, que quer ocupar seu lugar no mercado de trabalho, que luta contra eventuais preconceitos para crescer na carreira –, a mulher tem a credencial de esposa, a de mãe e a de dona de casa. Antes de entrar ou ao sair do escritório, a mulher executiva normalmente tem de encontrar tempo para pensar na casa, na lista do supermercado, no acompanhamento da escola dos filhos, na atenção para a família e até nos cuidados com ela mesma: cabelo, unhas, roupas e afins, que são pauta exclusiva do universo feminino.


Independentemente do gênero, tempo é um bem precioso e escasso, e volume de trabalho é o que não falta. Quem já não passou por fases da vida profissional como a de Joe Labor? Qual empresa não tem um ou vários Joes em seu quadro de gestores, que estabelecem culturas tóxicas? O ponto central é quando isso se torna default na empresa como um modo de piloto automático de estresse profissional. Esse excesso tem consequências perigosas para a vida pessoal e para a produtividade dos profissionais e da companhia.


Para conciliar o excesso de trabalho com pouco estresse, é preciso que as empresas e os profissionais estejam alinhados quanto aos objetivos e estratégias para construir ambientes produtivos e saudáveis, que promovam a sustentabilidade humana. Isso passa por diagnósticos claros, por práticas de autoconhecimento, pelo reconhecimento dos limites pessoais, pela responsabilidade das escolhas, pela forma como se lida com as pressões do dia a dia e pela importante conclusão de que a resposta reside em cada um, pois o cenário à volta só tende a piorar. Isso mesmo, o entorno corporativo só tende a piorar: os segmentos de mercado serão cada vez mais competitivos, teremos mais e mais fusões e aquisições, um mercado de capitais mais exigente, que torna os índices de eficiência públicos e estabelece novos benchmarks para as empresas, o uso crescente e exacerbado de tecnologias móveis, funis e competição ferrenha pelos melhores empregos, avaliações e análises comparativas para progressão de carreira e assim por diante.


O grande problema é a forma irresponsável com que a maioria dos profissionais lida com o estresse, como se fosse um machucado crônico que incomoda, mas que não há o que fazer. É papel da empresa atuar na correção e na prevenção dessa situação. O profissional deve aprender a utilizar a mesma disciplina aplicada na carreira (e que muitas vezes é a causa de estresse) para a vida pessoal, criando momentos quase que obrigatórios de cuidado pessoal: tempo com a família, desligamento do trabalho, exercícios físicos, silêncio interior, mudança de canal cerebral etc. Isso deve ser tão importante quanto os resultados gerados por ele para a empresa. 


 Somos todos tão gestores de nós mesmos como de nossas carreiras. Por que devotamos todo nosso tempo e atenção para a carreira e deixamos nossas “vidas” tão abandonadas e em segundo plano? Qual a sustentabilidade desse tipo de atitude a médio/longo prazo? Que tipo de satisfação e contentamento de vida estamos construindo se só focarmos o dinheiro e a carreira? Usar todo o tempo para trabalhar e ganhar dinheiro é como viver para respirar: não vivemos sem ar, mas não podemos viver para respirar. Portanto, não se pode viver somente para trabalhar e ganhar dinheiro.


Para Joe Labor, ou qualquer outro profissional, é vital encontrar na empresa uma política que incentive a importância do equilíbrio no trabalho, o desenvolvimento da consciência dos limites, sua aplicação prática, bem como consistência ao longo do tempo. Só assim Joe (ou eu e você) vai ser mais produtivo e saudável, bem como poderá permanecer mais tempo na empresa onde trabalha. Sem abrir mão da produtividade e dos resultados que deve apresentar. Com mais equilíbrio entre a vida pessoal e a carreira. Sempre com muito trabalho, mas com pouco estresse.



Paulo Stramaro
Linkedin.com/in/PauloStramaro


Detalhes do Livro

TÍtulo: Muito Trabalho, pouco stress

Autor: André Caldeira

Capa comum : 240 páginas

ISBN-10 : 8563993496

ISBN-13 : 978-8563993496

Editora : Editora Évora; 1ª Edição (1 dezembro 2012)

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Dia do Administrador

 


Administrar é olhar para o passado, narrar o presente e preparar alternativas melhores para o futuro. Com ela se converte sonho em realidade, talento em sucesso. Criamos capacidade e proporcionamos construção de riquezas, inovações e expressamos de várias maneiras o nosso amor pela profissão.

Dia do Administrador


Administração é a arte de criar os caminhos que levam a unidade a excelência de suas realizações. 


Feliz dia do administrador!

E se bater a meta for o problema?

📌 1981. Japão. Toyota. A organização enfrentava um dilema recorrente em qualquer empresa orientada a resultados: - Algumas equipes superava...