quarta-feira, 17 de abril de 2024

AS FUNÇÕES BÁSICAS DA ADMINISTRAÇÃO

 


    Há quatro funções administrativas básicas que todo empreendedor precisa conhecer e aplicar no negócio; Pode-se até contar com colaboradores e ferramentas para reduzir tarefas e otimizar processos, mas a raiz e as decisões estratégicas são de responsabilidade do gestor que deve fazer o uso dessas funções no desempenho de seu trabalho;

QUAIS SÃO AS 4 FUNÇÕES DA ADMINISTRAÇÃO?

    As funções administrativas do empreendedor são quatro: planejar, organizar, dirigir e controlar. Todas elas estão presentes na gestão comercial, no planejamento financeiro e em qualquer outra área da empresa. Elas servem de ferramentas para que o gestor possa administrar uma empresa e levá-la ao crescimento. 

1. PLANEJAMENTO

• Planejar significa estabelecer os objetivos da empresa e por quais caminhos se chegará a eles. Afinal, nenhum projeto é feito no improviso. Uma empresa de logística precisa planejar rotas que otimizem o uso da gasolina e um restaurante precisa garantir produtos fresquinhos para seus chefes prepararem os pratos.

 O projeto, o funcionamento da empresa e qualquer ponto é antes pensado e discutido, ou seja, criado pelo gestor e depois comunicado aos demais funcionários envolvidos. Além de questões internas, deve-se levar em conta, na hora de planejar, os cenários futuros do mercado.

 Ao contrário do que muitos podem pensar, o planejamento não envolve apenas intuição do administrador. Ele precisa, primeiramente, estudar bastante o mercado e tentar embasar as suas projeções o máximo possível. O estudo da própria empresa e do mercado é sempre o ponto de partida do planejamento.

2. ORGANIZAÇÃO 

 E como colocar em prática tudo aquilo que foi planejado? Organizando os recursos da empresa. O que inclui definir de que maneira o projeto será feito e distribuí-lo entre os departamentos e profissionais correspondentes.

• O administrador precisa de uma ótima capacidade de organização – individual e coletiva. Visão sistêmica e um bom conhecimento sobre os processos produtivos do setor da empresa também são características essenciais.

    Imagina uma loja de música onde os discos de sertanejo estão misturados com o metal e longe do country. Numa situação como essa, você perde muitas oportunidades de venda. Retrabalho, perda de oportunidade e decepcionar clientes são só alguns dos problemas de desorganização. 

3. DIREÇÃO

 Dirigir significa liderar. Ou seja, a capacidade de mobilizar os recursos humanos para que os resultados desejados sejam alcançados. Aqui, não falamos apenas de distribuir as tarefas, mas sim, de influenciar e motivar os funcionários da empresa de maneira positiva. É uma questão de fazer o possível para manter os colaboradores satisfeitos e executar um bom trabalho para fidelizar clientes, mas sem prejudicar as finanças da empresa.

4. CONTROLE 

    Você planejou, organizou e delegou as tarefas aos seus colaboradores. Isso tudo não é garantia de que, na prática, o trabalho será bem executado e dará os resultados previstos. Para isso, existe o controle. Essa é a função administrativa que verifica se as outras foram bem executadas.

• Ele envolve a criação de padrões de desempenho, medição da performance atual, a comparação entre resultados e as possíveis ações corretivas para redirecionar os esforços no caminho certo.

Para controlar a empresa, ajuda muito ter uma boa capacidade de análise, mas, assim como no planejamento, é fundamental se basear em números. Quanto mais indicadores técnicos você tiver, melhores condições terá de fazer uma avaliação fidedigna da situação da empresa.

PAULO STRAMARO

Linkedin.com/in/PauloStramaro


segunda-feira, 15 de abril de 2024

Colocando o PDCA em prática


    Na gestão empresarial contemporânea, ao se deparar com resistência às ideias inovadoras, a primeira medida que um administrador deve tomar é o engajamento em uma escuta ativa das preocupações dos colaboradores. Demonstrando empatia e compreendendo suas visões, é possível identificar a origem das suas resistências. Esta prática transcende a simples audição de argumentos, envolvendo uma análise profunda das emoções e motivações subjacentes. Frequentemente, a resistência pode ser atribuída ao medo do desconhecido, à falta de compreensão ou a experiências anteriores negativas que podem ter predisposto os colegas contra novidades. Ouvindo com atenção, respeitamos suas opiniões, o que, por sua vez, fortalece laços de confiança e facilita um diálogo mais frutífero.

     Identificadas as barreiras, torna-se crucial implementar métodos para vencer essa resistência e fomentar a aceitação de inovações. A capacitação da equipe através da metodologia PDCA (Planejar, Fazer, Checar, Agir) é uma estratégia robusta para esse fim. Esse ciclo promove a implementação de mudanças de maneira controlada, permitindo ajustes contínuos baseados em feedbacks concretos e melhorando progressivamente os processos.


     O feedback regular é outro pilar essencial nesse contexto. Ele proporciona insights valiosos sobre a percepção das mudanças pela equipe e reitera o valor de cada contribuição individual no processo de mudança. Isso engaja os colaboradores, tornando-os coautores das transformações em curso.


     Por fim, a liderança exemplar é decisiva. Administradores devem liderar pelo exemplo, adotando práticas inovadoras e mostrando seu compromisso com as mudanças propostas. A adesão visível dos líderes às novas práticas inspira e motiva a equipe a emular esses comportamentos.


     Enfrentar a resistência com estratégias de escuta ativa, capacitação contínua, feedback consistente e liderança pelo exemplo é a abordagem mais eficaz para integrar inovações na cultura empresarial, garantindo assim a evolução contínua e o sucesso organizacional. 


PAULO STRAMARO

Linkedin.com/in/PauloStramaro

E se bater a meta for o problema?

📌 1981. Japão. Toyota. A organização enfrentava um dilema recorrente em qualquer empresa orientada a resultados: - Algumas equipes superava...