segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

5S - Os sensos da escola japonesa

 


    Os Cinco Sensos da Escola Japonesa, também conhecidos como os 5S, são uma metodologia de gestão de qualidade originária do Japão, que visa promover a organização, limpeza e disciplina nos ambientes de trabalho. Cada "S" representa uma etapa do processo:

  • Seiri (Senso de Utilização): Consiste em separar o que é necessário do desnecessário, eliminando itens não utilizados ou que não agregam valor ao processo.
  • Seiton (Senso de Ordenação): Refere-se à organização do ambiente de trabalho de forma a facilitar o acesso aos itens necessários, mantendo-os em locais designados e de fácil identificação.
  • Seiso (Senso de Limpeza): Envolve a manutenção da limpeza do ambiente de trabalho, eliminando sujeira, poeira e resíduos, contribuindo para um ambiente mais seguro e saudável.
  • Seiketsu (Senso de Padronização): Consiste em estabelecer padrões e procedimentos para manter os três primeiros sensos, garantindo que as práticas de organização, ordenação e limpeza sejam mantidas de forma consistente.
  • Shitsuke (Senso de Disciplina): Refere-se à manutenção dos sensos anteriores como parte da cultura organizacional, promovendo a disciplina pessoal e o comprometimento de todos os membros da equipe.

Quanto à aplicabilidade dos procedimentos dos 5S às organizações em nosso país, a resposta é afirmativa. Os princípios dos 5S são universais e podem ser aplicados em qualquer tipo de organização, independentemente do país ou da cultura. A metodologia visa melhorar a eficiência, a produtividade e a qualidade, além de promover um ambiente de trabalho mais seguro, organizado e agradável para os colaboradores.

A implementação dos 5S pode trazer diversos benefícios para as organizações brasileiras, tais como redução de desperdícios, aumento da produtividade, melhoria da qualidade dos produtos e serviços, diminuição de acidentes de trabalho, entre outros. Além disso, a cultura de disciplina e comprometimento promovida pelos 5S pode contribuir para o desenvolvimento de uma cultura organizacional mais sólida e orientada para a excelência.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

LIÇÕES DO HOMEM MAIS RICO DA BABILÔNIA

 



O livro “O Homem Mais Rico da Babilônia” nos apresenta lições simples, práticas e eficientes sobre educação financeira. Um ponto sempre destacado pelas parábolas desse livro é a importância do trabalho. Os babilônicos afastam a possibilidade do enriquecimento fácil, através de investimentos milagrosos


Uma das maiores lições do livro são as cinco leis do Ouro, que detalho a seguir:


1. Poupar

O ouro vem de bom grado e numa quantidade crescente para todo homem que separa não menos de um décimo de seus ganhos, a fim de criar um fundo para seu futuro e o de sua família”. Ou seja, poupe 10% de tudo o que receber.


2. Multiplicar

O ouro trabalha diligente e satisfatoriamente para o homem prudente que, possuindo-o, encontra para ele (para o ouro) um emprego lucrativo, multiplicando-o como os flocos de algodão no campo”. Moral da história: use a riqueza para gerar riqueza.


3. Ser seletivo

O ouro busca a proteção do proprietário cauteloso, que o investe de acordo com os conselhos de homens mais experimentados em seu manuseio”. Conclusão: siga conselhos de quem sabe, das pessoas experientes.


4. Obter conhecimento

O ouro foge do homem que o emprega em negócios ou propósitos com que não está familiarizado ou que não contam com a aprovação daqueles que sabem poupá-lo”.  Não se esqueça: invista somente depois de estudar bem o assunto ou ouvir parecer de quem entende.


5. Usar a razão em vez da emoção

O ouro escapa ao homem que o força a ganhos impossíveis ou que dá ouvidos aos conselhos enganosos de trapaceiros e fraudadores ou que confia em sua própria inexperiência e desejos românticos na hora de investi-lo”. Lembre-se: escolha metas realistas e parceiros honestos, pense antes de obedecer aos impulsos.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

LIÇÕES EMPRESARIAIS DE ABILIO DINIZ

 


5 LIÇÕES EMPRESARIAIS DE ABILIO DINIZ

Fundador do Grupo Pão de Açúcar e vice-presidente do conselho administrativo do Carrefour no Brasil, Abilio Diniz deixa um legado gigantesco ao empreendedorismo brasileiro. Ele escreveu livros sobre o assunto: “Caminhos e Escolhas: o equilíbrio para uma vida mais feliz”, escrito em 2004; “Reflexão, Equilíbrio e Paz“, de 2014; e “Novos Caminhos, Novas Escolhas“, de 2016. Neles, Abilio forneceu maiores detalhes e reflexões sobre seu sequestro, em 1989; os acontecimentos que levaram a sua saída do Grupo Pão de Açúcar; além de sua abordagem em relação à família, exercícios físicos, alimentação e religiosidade. Seguem aqui alguns conselhos valiosos que ele deixou para empreendedores:


1. Não deixe nada ao acaso, nem pontas soltas

Essa era a filosofia de vida de Valentim Diniz, pai do empresário. Segundo Abilio, não ter escutado esse conselho fez com que ele cometesse seu maior erro empresarial: a elaboração do contrato de 2005 com o francês Jean-Charles Naouri, CEO do Grupo Casino. A briga entre ambos resultou na saída do empresário do Grupo Pão de Açúcar (GPA).  


2. Quem trabalha muito não tem tempo de ganhar dinheiro

A frase, que faz parte do folclore empreendedorista, também é um conselho de Valentim Diniz. Para ele, aquele que só se concentra no lado operacional — ou seja: não para, pensa e medita sobre aquilo que está acontecendo com a empresa — tem mais dificuldade de conquistar suas metas.

A frase ressalta a importância que Diniz (e seu pai) davam ao lado estratégico de qualquer operação. “Se quisermos ter resultados mais sólidos, é preciso raciocinar antes de passar para a prática”, escreve em Novos Caminhos, Novas Escolhas.  


3. Todas as empresas são, essencialmente, iguais

Na época mais aguda do conflito com o Casino, em 2011, Diniz foi convidado a assumir a presidência da BRF — empresa do ramo alimentício criada a partir da fusão da Perdigão e Sadia. Em seu livro, o empresário conta que teve um momento de dúvida: como ir para outro ramo que não o varejo? 


4. Não tenha medo da sua idade 

O empresário falava regularmente sobre a importância de tirar proveito da idade: quanto mais se vive, mais se acumula conhecimento e sabedoria. Para ele, com uma mente e corpo saudável,  esses certamente seriam os melhores anos da sua vida. Mentalidade essa bem resumida no título de sua Ted Talk: “Comecei a fazer 80 anos com 29.” 


5. Na presença do amor, tudo se transforma

Em seu último livro, Novos Caminhos, Novas Escolhas, Abilio dedica um capítulo inteiro para deixar clara a seguinte lição: as chances de sucesso se multiplicam no momento em que você coloca amor naquilo que faz.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

A Fábula da Grama Azul

 

Uma deliciosa fábula, de autor desconhecido, relata a história de um tigre, um burro e um leão. 

    Conta-se que certa vez estavam o tigre e o burro discutindo sobre a cor da grama. O tigre dizia que a grama era verde, o burro insistia que era azul. Em dado momento os ânimos ficaram exaltados e quase partiram para mútua agressão física. Resolveram, então, ir consultar o leão, o rei da selva.  Mal avistou o leão, o burro começou a gritar, perguntando:

– Sua Alteza, não é verdade que a grama é azul?


O leão respondeu:

– Certo, a grama é azul


 O burro se apressou e continuou:

– O tigre discorda de mim e me contradiz e incomoda, por favor, castigue-o!


 O rei então declarou:

– Como castigo pela sua teimosia, o tigre será punido ficando quatro anos em silêncio, sem poder falar. 


O burro pulou alegremente e seguiu seu caminho, contente e repetindo:

– A grama é azul, a grama é azul...


O tigre aceitou sua punição, mas antes perguntou ao leão:

– Vossa Majestade, por que me castigou? Afinal, a grama é realmente verde!


O leão respondeu:

– Sim, na verdade, a grama é verde sim!


O tigre perguntou:

– Então, por que você me pune?


O leão respondeu:

– Isso não tem nada a ver com a pergunta de se a grama é azul ou verde. O castigo acontece porque não é possível que uma criatura corajosa e inteligente como você perca tempo discutindo com um burro, e ainda por cima venha me incomodar com essa pergunta!


A conclusão moral da história nos ensina que pode ser perda de tempo discutir com o tolo e fanático que não se importa com a verdade ou a realidade, mas apenas com a vitória de suas crenças e ilusões. Vimos que se o tigre tivesse ficado em silêncio, e não entrasse em discussão com o burro, certamente não teria recebido o castigo que lhe foi imposto pelo rei leão. Existem pessoas ao seu redor que precisam apenas de mais informações, ajuda ou mesmo conhecimento, e você deve ajudar essas pessoas quando possível.

E se bater a meta for o problema?

📌 1981. Japão. Toyota. A organização enfrentava um dilema recorrente em qualquer empresa orientada a resultados: - Algumas equipes superava...