- Houve resistência interna.
- Pressão política.
- Risco à própria liderança.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
E se bater a meta for o problema?
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
LIDERANÇA ESTRATÉGICA: O Papel Do Líder Na Construção Do Futuro
Liderança Estratégica em tempos de mudança
Como líderes que conectam pessoas, cultura e negócio estão moldando o futuro das organizações
Por Paulo Stramaro
Em um ambiente corporativo marcado por transformações aceleradas, escassez de talentos e novas demandas sociais, a liderança deixou de ser apenas uma competência desejável e passou a ser um fator decisivo de competitividade. Para as organizações, especialmente aquelas inseridas em mercados dinâmicos, a Liderança Estratégica tornou-se um dos principais diferenciais sustentáveis.
Liderar estrategicamente significa ir além da gestão de pessoas e da execução de metas. Trata-se de conectar decisões do presente à visão de futuro do negócio, alinhando estratégia, cultura organizacional e desenvolvimento humano — temas centrais na agenda contemporânea de Recursos Humanos.
Muito além da operação
A Liderança Estratégica se diferencia pela capacidade de leitura de contexto. Líderes estratégicos compreendem o cenário econômico, social e tecnológico em que a organização está inserida e utilizam essas informações para orientar decisões de médio e longo prazo.
Mais do que garantir eficiência operacional, esses líderes questionam modelos estabelecidos, antecipam tendências e promovem ajustes contínuos na estratégia. Para o RH, isso significa apoiar lideranças que saibam equilibrar performance imediata com sustentabilidade do negócio.
Pessoas como vetor da estratégia
Nenhuma estratégia se sustenta sem pessoas engajadas, capacitadas e alinhadas ao propósito organizacional. Nesse sentido, a Liderança Estratégica reconhece o capital humano como ativo central da empresa.
Líderes estratégicos criam ambientes psicologicamente seguros, estimulam a autonomia e investem no desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais. Habilidades como comunicação, empatia, adaptabilidade e pensamento crítico tornam-se essenciais para lidar com equipes diversas e desafios complexos.
Para o RH, o desafio está em estruturar programas que preparem líderes para atuar como desenvolvedores de pessoas, e não apenas como gestores de processos.
Decisão e aprendizado contínuo
Em um contexto de incerteza, a tomada de decisão ganha relevância estratégica. A Liderança Estratégica exige decisões baseadas em dados, escuta ativa e visão sistêmica, sem perder a capacidade de agir com agilidade.
Assumir riscos calculados, aprender com erros e ajustar rotas faz parte do papel do líder estratégico. Organizações maduras compreendem que o erro, quando bem gerenciado, é fonte de aprendizado e inovação — uma mudança cultural que passa diretamente pela atuação da liderança.
Cultura como vantagem competitiva
A cultura deixou de ser apenas um discurso institucional para se tornar um elemento estratégico. Líderes estratégicos são agentes ativos da cultura organizacional, traduzindo valores em comportamentos concretos no dia a dia.
Quando há coerência entre estratégia, discurso e prática, cria-se um ambiente favorável ao engajamento, à inovação e à retenção de talentos. Para a área de RH, fortalecer essa coerência é essencial para sustentar resultados no longo prazo.
A formação de lideranças estratégicas não acontece de forma espontânea. O RH exerce papel fundamental nesse processo, atuando como parceiro do negócio na identificação, desenvolvimento e sucessão de talentos.
Programas de desenvolvimento, feedback estruturado e experiências práticas são ferramentas-chave para preparar líderes capazes de lidar com a complexidade atual. Cada vez mais, o RH é chamado a ocupar um lugar estratégico na construção do futuro das organizações.
A Liderança Estratégica não é um modelo único, mas uma competência em constante evolução. Em um cenário de mudanças permanentes, líderes que alinham pessoas, cultura e estratégia são os que impulsionam transformações consistentes e sustentáveis.
Sobre o autor
Paulo Stramaro
Professor | Palestrante | Especialista em Liderança Estratégica e Gestão de Pessoas
Atua no desenvolvimento de líderes e no apoio a organizações públicas e privadas em processos de transformação cultural, estratégia de pessoas e educação corporativa.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2025
RH ESTRATÉGICO: Desenvolvendo Talentos para o Futuro
Nesta coluna, proponho uma reflexão contínua sobre o papel do RH na construção de organizações mais preparadas para o futuro, começando pelo ponto central dessa agenda: o desenvolvimento de talentos.
Hoje, talento não pode mais ser definido apenas por desempenho técnico ou resultados de curto prazo. O profissional estratégico é aquele que combina competência, adaptabilidade, capacidade de aprendizagem e alinhamento cultural. Para os líderes de RH, isso exige uma mudança clara de mentalidade: olhar menos para cargos e mais para potencial.
O desenvolvimento de talentos precisa estar conectado ao negócio. Programas genéricos de treinamento já não respondem às demandas atuais. O foco deve estar em trilhas de aprendizagem que dialoguem diretamente com os desafios da organização, preparando pessoas para resolver problemas reais, liderar mudanças e tomar decisões em contextos complexos.
Nesse processo, a liderança assume papel decisivo. Líderes não são apenas responsáveis por resultados, mas por formar pessoas. Empresas que tratam a liderança como multiplicadora de talentos constroem equipes mais engajadas, inovadoras e resilientes. Cabe ao RH estruturar esse movimento, oferecendo ferramentas, capacitação e clareza de expectativas.
Outro ponto crítico é a cultura organizacional. Cultura não se comunica em murais ou apresentações institucionais, mas nas decisões diárias, nos critérios de reconhecimento e na forma como as pessoas são desenvolvidas. Ambientes baseados em confiança, propósito e aprendizado contínuo favorecem o crescimento dos talentos e fortalecem a estratégia do negócio.
A tecnologia amplia as possibilidades dessa atuação. People analytics, plataformas de aprendizagem e inteligência artificial permitem decisões mais precisas e personalizadas. Ainda assim, o diferencial competitivo continua sendo humano. Dados orientam, mas empatia, escuta e liderança consciente sustentam o desenvolvimento.
Desenvolver talentos para o futuro é uma escolha estratégica que exige visão de longo prazo e compromisso real com as pessoas. O RH que assume esse protagonismo deixa de reagir às mudanças e passa a antecipá-las.
Nas próximas colunas, aprofundarei temas como liderança estratégica, cultura organizacional, aprendizagem contínua, uso de dados em RH e o papel do desenvolvimento humano na sustentabilidade dos negócios.
sexta-feira, 16 de maio de 2025
Seja forte e resista
terça-feira, 8 de abril de 2025
Hoje tive uma reunião incrível sobre o futuro…
Conversei sobre inovação com Elon Musk (Tesla, SpaceX e X), debati tecnologia com Mark Zuckerberg (Meta), Bill Gates (Microsoft) e Sam Altman (OpenAI / ChatGPT), e ainda recebi dicas de investimento direto de Warren Buffet.
Tudo isso em um só dia? Quase inacreditável, né? Na verdade… é mesmo!
Cuidado com o que você vê na internet.
No 1º de Abril, o Dia da Mentira, vale lembrar: nem tudo que parece, é! Não acredite só em imagens. Acredite em fatos.A tecnologia avança — e com ela, as ilusões também.
Use a Inteligência Artificial com consciência e propósito.
#DiaDaMentira #FatoOuFake #TecnologiaComConsciência #IAResponsável
quarta-feira, 12 de março de 2025
Entrevista de emprego - Quando virar o jogo ?
terça-feira, 25 de fevereiro de 2025
Futebol de Várzea: A Paixão Popular que Resiste ao Tempo
O futebol de várzea é um dos pilares da cultura esportiva brasileira. Praticado em campos improvisados, terrenos baldios e até em áreas urbanizadas com estrutura simples, esse tipo de futebol carrega consigo a essência do esporte: a paixão, a coletividade e a rivalidade sadia. Nos campinhos de fundo de quintal, cercados por muretas de tijolo e arquibancadas de madeira improvisada, rola muito mais do que uma bola. Rola sonho, suor, emoção. Cada chute, cada grito de gol, cada abraço coletivo após uma virada épica carrega consigo a alma de quem joga não pelo dinheiro, mas pela honra da camisa, pelo bairro, pela comunidade
A História do Futebol de Várzea
A origem do futebol de várzea remonta ao início do século XX, quando operários, imigrantes e moradores das periferias começaram a praticar o esporte fora dos clubes tradicionais. Diferente do futebol profissional, a várzea sempre foi marcada pela informalidade, pela espontaneidade e pelo envolvimento direto da comunidade.
Com o passar do tempo, clubes amadores surgiram, trazendo consigo histórias de dedicação e superação, muitas vezes servindo como trampolim para jogadores que almejavam uma carreira profissional.
A Importância Social e Cultural
O futebol de várzea vai muito além do esporte. Ele se tornou um instrumento de inclusão social, oferecendo oportunidades para jovens que sonham em se destacar no futebol. Além disso, fortalece laços comunitários, reunindo famílias e amigos em torno dos jogos de final de semana.
A rivalidade entre times de várzea é intensa, mas carrega um espírito de respeito e tradição. Muitas dessas equipes possuem décadas de história e são símbolos de orgulho para os moradores locais. O ambiente dos jogos, com churrascos, rodas de samba e arquibancadas improvisadas, cria uma atmosfera única e vibrante.
Os Desafios do Futebol de Várzea
Apesar de sua importância, o futebol de várzea enfrenta diversos desafios. A falta de investimento e a escassez de campos são problemas recorrentes, especialmente em áreas urbanas em constante expansão. Muitos campos tradicionais foram substituídos por construções, reduzindo os espaços disponíveis para a prática do esporte.
Outro obstáculo é a falta de apoio financeiro. Sem patrocínio e incentivos, muitos times têm dificuldades para se manter, dependendo exclusivamente do esforço de jogadores e torcedores apaixonados.
O Futuro do Futebol de Várzea
Mesmo diante das dificuldades, o futebol de várzea continua vivo e se reinventando. Iniciativas de preservação desses espaços, torneios organizados e o uso das redes sociais para divulgar jogos e talentos têm ajudado a manter essa tradição.
Nos últimos anos, o futebol de várzea deixou de ser apenas um "jogo de domingo" para se transformar em um fenômeno social e econômico. Torneios como a Copa da Paz , em Paraisópolis , a Copa Pioneer e a Taça das Favelas saíram do anonimato e ganharam status de verdadeiras instituições. São competições que reúnem times históricos, rivalidades centenárias e uma estrutura que, muitas vezes, supera a organização de torneios profissionais. Esses campeonatos são observados por olheiros atentos, que sabem que o próximo Neymar ou Gabriel Jesus pode estar escondido em algum campinho de terra.
A várzea vai muito além do esporte. Ela é uma engrenagem poderosa que movimenta economias locais. Ambulantes vendem seus pastéis e O futebol de várzea é um dos pilares da cultura esportiva brasileira. Praticado em campos improvisados, terrenos baldios e até em áreas urbanizadas com estrutura simples, esse tipo de futebol carrega consigo a essência do esporte: a paixão, a coletividade e a rivalidade sadia. Nos campinhos de fundo de quintal, cercados por muretas de tijolo e arquibancadas de madeira improvisada, rola muito mais do que uma bola. Rola sonho, suor, emoção. Cada chute, cada grito de gol, cada abraço coletivo após uma virada épica carrega consigo a alma de quem joga não pelo dinheiro, mas pela honra da camisa, pelo bairro, pela comunidade
A História do Futebol de Várzea
A origem do futebol de várzea remonta ao início do século XX, quando operários, imigrantes e moradores das periferias começaram a praticar o esporte fora dos clubes tradicionais. Diferente do futebol profissional, a várzea sempre foi marcada pela informalidade, pela espontaneidade e pelo envolvimento direto da comunidade.
Com o passar do tempo, clubes amadores surgiram, trazendo consigo histórias de dedicação e superação, muitas vezes servindo como trampolim para jogadores que almejavam uma carreira profissional.
A Importância Social e Cultural
O futebol de várzea vai muito além do esporte. Ele se tornou um instrumento de inclusão social, oferecendo oportunidades para jovens que sonham em se destacar no futebol. Além disso, fortalece laços comunitários, reunindo famílias e amigos em torno dos jogos de final de semana.
A rivalidade entre times de várzea é intensa, mas carrega um espírito de respeito e tradição. Muitas dessas equipes possuem décadas de história e são símbolos de orgulho para os moradores locais. O ambiente dos jogos, com churrascos, rodas de samba e arquibancadas improvisadas, cria uma atmosfera única e vibrante.
Os Desafios do Futebol de Várzea
Apesar de sua importância, o futebol de várzea enfrenta diversos desafios. A falta de investimento e a escassez de campos são problemas recorrentes, especialmente em áreas urbanas em constante expansão. Muitos campos tradicionais foram substituídos por construções, reduzindo os espaços disponíveis para a prática do esporte.
Outro obstáculo é a falta de apoio financeiro. Sem patrocínio e incentivos, muitos times têm dificuldades para se manter, dependendo exclusivamente do esforço de jogadores e torcedores apaixonados.
O Futuro do Futebol de Várzea
Mesmo diante das dificuldades, o futebol de várzea continua vivo e se reinventando. Iniciativas de preservação desses espaços, torneios organizados e o uso das redes sociais para divulgar jogos e talentos têm ajudado a manter essa tradição.
Nos últimos anos, o futebol de várzea deixou de ser apenas um "jogo de domingo" para se transformar em um fenômeno social e econômico. Torneios como a Copa da Paz , em Paraisópolis , a Copa Pioneer e a Taça das Favelas saíram do anonimato e ganharam status de verdadeiras instituições. São competições que reúnem times históricos, rivalidades centenárias e uma estrutura que, muitas vezes, supera a organização de torneios profissionais. Esses campeonatos são observados por olheiros atentos, que sabem que o próximo Neymar ou Gabriel Jesus pode estar escondido em algum campinho de terra.
A várzea vai muito além do esporte. Ela é uma engrenagem poderosa que movimenta economias locais. Ambulantes vendem seus pastéis e refrigerantes gelados; uniformes são produzidos; bolas são comercializadas; barbeiros capricham no visual dos jogadores antes das partidas. Tudo isso gera renda, oportunidades e dignidade para quem vive nas quebradas.
A Gestão de Pessoas aplicada no Futebol de Várzea
Praticar gestão de pessoas através do futebol de várzea é uma maneira interessante para desenvolver liderança, trabalho em equipe, comunicação e outras habilidades essenciais para a gestão de grupos. Um time de futebol se torna um laboratório natural para a administração de talentos, resolução de conflitos e motivação de equipes. Assim, muitos princípios do futebol de várzea podem ser aplicados à gestão de pessoas nas empresas:
- A capacidade de formar times coesos com recursos limitados.
- A importância de lideranças que conhecem os desafios e sabem motivar suas equipes.
- A necessidade de adaptar estratégias conforme as mudanças do ambiente.
- Desenvolver um ambiente onde a equipe se apoia mutuamente melhorando o desempenho e a convivência.
Como em qualquer grupo, divergências acontecem. Administrar desentendimentos, seja entre jogadores ou com adversários, vai desenvolver a habilidade do líder na resolução de problemas
O futebol de várzea, além de ser uma paixão popular, tem um forte impacto social e comunitário, ele tem um papel social enorme, ajudando a integrar pessoas de diferentes origens e realidades.
Por isso o futebol de várzea é mais do que um simples jogo. Ele representa a identidade, a força e a união das comunidades. Enquanto houver paixão pelo futebol, a várzea continuará sendo um celeiro de talentos e um espaço de celebração do esporte mais amado do Brasil.
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025
Quando a Meritocracia é deixada de lado: consequências e reflexões para a sociedade
A meritocracia é um conceito
amplamente defendido, especialmente em sociedades que buscam oferecer
oportunidades iguais a todos os seus cidadãos. A ideia é simples: pessoas devem
ser recompensadas de acordo com seu esforço, habilidades e conquistas, sem serem
limitadas por fatores externos como classe social, origem ou status. No
entanto, há situações em que a meritocracia é deixada de lado, seja por
questões estruturais, sociais ou políticas, resultando em desigualdades e,
muitas vezes, em injustiças.
Quando a meritocracia não é
efetivamente praticada, as consequências são devastadoras, tanto para os
indivíduos quanto para a sociedade como um todo.
O PREJUÍZO DAS DESIGUALDADES
ESTRUTURAIS
A meritocracia pressupõe que
todos partam do mesmo ponto de partida, ou, ao menos, que as oportunidades
estejam ao alcance de qualquer pessoa disposta a se esforçar. No entanto, em
sociedades com profundas desigualdades estruturais, essa premissa falha. Crianças
de famílias com menos recursos financeiros, por exemplo, têm acesso limitado a
educação de qualidade, redes de apoio e outros recursos que poderiam ajudá-las
a desenvolver seu potencial. Nesse cenário, o mérito individual fica
comprometido, pois fatores externos interferem diretamente nas chances de
sucesso de cada pessoa.
Quando a meritocracia é
deixada de lado ou ignorada devido a essas desigualdades, os mais pobres,
negros, mulheres e outros grupos marginalizados frequentemente não têm a mesma
oportunidade de ascensão social que aqueles que já partem de uma posição
privilegiada. Isso não significa que não haja esforço ou talento de ambos os
lados, mas sim que as condições para alcançar o sucesso são desigualitárias.
Portanto, quando a meritocracia é deixada de lado em um contexto estrutural
desigual, o resultado é a perpetuação da marginalização.
A INFLUÊNCIA DE FATORES
EXTERNOS NO MERCADO DE TRABALHO
No mercado de trabalho, quando a
meritocracia é ignorada, o critério de escolha de profissionais pode ser
distorcido por fatores como preconceito, discriminação e favoritismo. As
empresas que não adotam práticas meritocráticas claras acabam favorecendo candidatos
com base em características que não têm relação com o desempenho ou habilidade,
como o gênero, a aparência ou a origem social. Nesse contexto, mesmo
profissionais altamente qualificados acabam preteridos em favor de outros menos
preparados, simplesmente porque pertencem a um grupo social considerado mais
"aceitável" ou "privilegiado".
As oportunidades de crescimento
são muitas vezes limitadas para aqueles que não têm acesso a uma rede de
contatos influentes ou a ambientes de trabalho que promovem a valorização do
mérito, criando um ciclo vicioso de exclusão que reforça as desigualdades.
QUANDO O FAVORITISMO PREVALECE
Outro fator que leva à
desvalorização da meritocracia é o favoritismo, muitas vezes praticado em
diversos setores, desde empresas até a política. O favoritismo se manifesta
quando decisões são tomadas com base em relações pessoais ou em afinidades, em
vez de um critério imparcial de avaliação. Isso ocorre em diversas situações,
como a nomeação de cargos públicos, a distribuição de contratos e até mesmo no
simples processo de promoção dentro de uma empresa.
Quando o favoritismo substitui a
meritocracia, as pessoas começam a perceber que o sucesso não depende de
competência, mas sim de quem você conhece ou com quem se relaciona. Essa
situação desmotiva aqueles que se esforçam para alcançar o sucesso através do
trabalho árduo, e cria um ambiente onde as habilidades e qualificações são
ofuscadas por relações pessoais e interesses individuais.
O IMPACTO NA EDUCAÇÃO E NO
DESENVOLVIMENTO PESSOAL
A meritocracia também está
diretamente ligada ao campo da educação. Em um sistema que valoriza a
meritocracia, as escolas devem ser um espaço onde todos têm as mesmas condições
para aprender e se desenvolver. No entanto, em muitos países, a educação continua
sendo um privilégio de poucos, com escolas públicas de qualidade inferior e
acesso restrito a atividades extracurriculares.
Quando a meritocracia não é observada no sistema educacional, o talento de muitas crianças e jovens acaba sendo desperdiçado. A falta de investimentos adequados em educação para todos leva ao fracasso na aplicação de uma verdadeira meritocracia, uma vez que muitos não têm acesso ao conhecimento ou aos recursos que os ajudariam a alcançar seu pleno potencial.
AS CONSEQUÊNCIAS SOCIAIS DA DESVALORIZAÇÃO DA MERITOCRACIA
A negligência da meritocracia tem
sérias repercussões para a coesão social. Quando as pessoas percebem que,
apesar de seu esforço e dedicação, o sucesso continua sendo um privilégio de
poucos, isso gera um sentimento de desilusão e frustração. A desvalorização do
mérito acaba corroendo a confiança nas instituições e até na sociedade, levando
ao aumento da desigualdade social, da violência e da polarização.
Uma sociedade que não
valoriza a meritocracia não é capaz de promover um ambiente de inovação e
crescimento. A meritocracia, quando praticada de forma justa, é um motor para o
progresso, pois reconhece e recompensa a criatividade, a dedicação e a competência.
Quando deixada de lado, a sociedade perde o potencial de suas pessoas mais
capacitadas e criativas, resultando em uma estagnação cultural, política e
econômica.
Para que a meritocracia seja
efetiva, é necessário que a sociedade e as instituições trabalhem para garantir
que as condições de partida sejam justas para todos. Somente assim será
possível construir um ambiente verdadeiramente meritocrático, onde o mérito de
cada indivíduo seja reconhecido e recompensado de maneira justa.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2025
Busines Model Canvas - O que é e como fazer
Popular entre empreendedores, o Business Model Canvas é uma ferramenta altamente eficaz no desenvolvimento de modelos de negócios de alto impacto.
Criado entre 2004 e 2010 por Alexander Osterwalder, o Canvas se destaca tanto para novos empreendimentos quanto para empresas já estabelecidas, facilitando a análise e organização dos principais elementos do negócio e ajudando a tirar ideias do papel de forma estruturada.
Embora a estruturação e o controle do negócio sejam mais eficazes quando aplicados desde o início, o uso do Business Model Canvas também traz grandes benefícios para empresas em operação.
O que é o modelo Canvas de negócios?
A ferramenta faz com que o empreendedor tenha uma visualização ampla do negócio, de maneira clara e simples. É uma ferramenta que te ajuda a planejar, organizar e estruturar a melhor forma de tirar seu negócio do papel.
Em blocos, o idealizador considera os nove fatores-chave de um empreendimento:
- parcerias,
- atividades,
- recursos,
- proposta de valor,
- relacionamento,
- canais,
- segmentos de clientes,
- estrutura e
- fontes de renda
Como funciona essa ferramenta?
Para utilizá-lo, as equipes devem desenhar o Canvas em um quadro ou painel digital e preencher os blocos com informações relevantes, utilizando post-its para facilitar alterações e discussões.
Esse processo permite visualizar as interdependências entre os diferentes componentes do modelo, como a relação entre a proposta de valor e os segmentos de clientes.
Pontos-chave do Canvas
Para montar o Business Model Canvas, sugere-se construí-lo seguindo a ordem dos fatores-chaves citados anteriormente. Confira mais detalhes e aprenda como meter a mão na massa:
- Proposta de valor: Antes de mais nada, é preciso definir o produto/ serviço e o valor final para clientes de forma clara e específica. Pergunte-se: por que o cliente deve escolher sua empresa e não o do concorrente? Dica prática: Coloque essa proposta em evidência em tudo o que fizer – desde o design da loja até as redes sociais. Isso faz seu cliente se lembrar de você pelo diferencial.
- Segmento de clientes: Defina, então, quem são os clientes que pretende atender. Qual é o perfil específico? Como estão agrupados? Onde estão localizados? Há uma necessidade comum? Com base nessas informações, defina os grupos de clientes que você atende e personalize suas estratégias para cada um.
- Canais: Estabeleça como os produtos serão conhecidos, como chegarão aos clientes e como eles irão interagir com seu negócio. Vale experimentar diferentes canais e ver quais geram mais retorno.
- Relacionamento com clientes: Determine como fazer para conquistar e manter uma boa relação com seus clientes, afinal, eles são seu target.
- Diversifique suas fontes de receitas: Estipule quanto se pagará pelos produtos e quais formas de pagamento serão disponibilizadas. Além disso, se você vende apenas um tipo de produto ou serviço, pense em como expandir. Pode ser com itens complementares ou serviços adicionais.
- Recursos principais: Para entregar valor, você precisa dos recursos certos. Busque focar seus investimentos nas áreas que mais impactam seu diferencial, ao invés de gastar com atividades periféricas.
- Atividades principais: Nem todas as atividades do dia a dia têm o mesmo peso. O ideal é você identificar o que mais impressiona seu cliente e concentre seus esforços ali. Muitas vezes, uma execução impecável do básico vale mais do que se distrair com extras.
- Parcerias inteligentes: Parcerias podem fortalecer o negócio e abrir portas para novos mercados. Escolha parceiros que tragam um complemento natural ao seu produto e que compartilhem do mesmo público-alvo.
- Estrutura de custos: Use o Canvas para entender quais áreas têm maior impacto nos custos e, ao mesmo tempo, no valor entregue. Ao mapear a estrutura de custos, você consegue ver onde é estratégico investir e onde é possível cortar.
Benefícios de fazer o exercício Canvas
Um dos fatores mais importantes aqui é visualizar a totalidade do seu negócio, organizando graficamente as ações para cada etapa.
Porém, há outros elementos aos quais os empreendedores devem dar atenção, principalmente no caso de empresas iniciantes, como, por exemplo, a segmentação de clientes: é fundamental que você defina muito bem essa área. Na realidade, este deve ser o primeiro passo quando se começa a elaborar um modelo de negócio. Observe:
Cole a tabela Canvas na parede e, para cada novo segmento de público, coloque uma cor de post-it diferente. Assim, você consegue identificar propostas de valor específicas para um cliente, que é diferente do outro.
Na linha oferta de valor, insira o que vai fazer diferença para a vida do cliente: pense, por exemplo, em um travesseiro. Você pode, a princípio, achar que se trata de funcionalidades ou aparência, vantagens perante a concorrência etc. Porém, a proposta de valor é o que o produto realmente proporciona.
Por que criar um Canvas?
Além de ter se tornado uma ferramenta de organização, o Canvas ajuda a tirar as ideias do papel, auxiliando no planejamento de um negócio de sucesso de forma simples. Além disso, ele oferece a oportunidade de visualizar insights durante o processo.
As próximas linhas de preenchimento estão relacionadas a quatro áreas básicas da construção de um negócio: clientes, oferta, infraestrutura e viabilidade financeira. Isso mostra que o Canvas é, de fato, uma ferramenta estratégica de gerenciamento, podendo, também, ser usado em busca de melhores resultados e ampliando a visão de negócio.
O Business Canvas permite a visualização do seu negócio tanto por você quanto pela equipe – que, aliás, pode fazer parte efetivamente do processo de construção -, ajudando cada um a entender o seu papel no negócio.
Como criar um Canvas?
Para preencher sua tabela, siga os seguintes passos:
Complete o item “Proposta de valor”, Em seguida, complemente “Segmentos de mercado” – Por serem itens mais claros e fáceis de visualizar, são fundamentais para o restante do modelos; – Assim, os quadros seguintes, serão estruturados de forma simples, direta e objetiva: é preciso salientar que esse modelo não tem intenção de ser definitivo, já que sua função é permitir um formato que esteja em constante mudança – e sua evolução seja contínua e gradual. O quadro de ideias do Canvas indica o panorama geral da sua empresa e, principalmente, qual é o seu conceito de negócio.
Como preencher um Canvas?
A verdade é que não há uma teoria concreta para isso, já que a ferramento não requer habilidades avançadas em estratégia de negócios. Assim, não há a necessidade de processos custosos ou muito longos: o modelo mostra de forma clara como contribuir para o crescimento do negócio, e esse processo ajuda a entender como outras pessoas percebem seu valor.
O uso de post-its facilita a visualização e o entendimento, mas, se preferir, existem também ferramentas online: Nesse formato, a criação fica mais dinâmica e é possível explorar a criatividade das pessoas ao esboçar, discutir ideias e analisar os itens.
https://Linkedin.com/in/PauloStramaro
segunda-feira, 13 de janeiro de 2025
Jamais subestime ninguém
- Cada pessoa tem um potencial único: Às vezes, as habilidades ou talentos de alguém podem não ser imediatamente evidentes, mas isso não significa que a pessoa não tenha algo valioso a oferecer. Subestimar alguém pode impedir que você veja esse potencial.
- Respeito mútuo: Tratar os outros com respeito e consideração é uma maneira de cultivar relacionamentos saudáveis e de confiança. Subestimar alguém pode minar esse respeito e criar um ambiente de hostilidade.
- Incertezas são inevitáveis: Nunca sabemos totalmente o que se passa na vida de outra pessoa ou quais habilidades ela pode ter. O que podemos ver externamente nem sempre reflete a totalidade de suas capacidades ou experiência.
- Crescimento coletivo: Ao reconhecer as forças dos outros, você pode aprender com eles e, juntos, crescer como indivíduos e como comunidade. Subestimar pode resultar em perder oportunidades de colaboração e aprendizado.
- Autoimagem: Quando você subestima os outros, isso também pode afetar a forma como você é visto. As pessoas tendem a perceber quem tem uma atitude mais aberta, empática e respeitosa, o que pode fortalecer suas próprias relações pessoais e profissionais.
E se bater a meta for o problema?
📌 1981. Japão. Toyota. A organização enfrentava um dilema recorrente em qualquer empresa orientada a resultados: - Algumas equipes superava...
-
Nunca devemos subestimar ninguém, pois cada pessoa tem habilidades, experiências e potenciais únicos. Às vezes, a verdadeira força e capac...
-
Um dos principais desafios de começar um projeto, seja ele relacionado a um produto, um software ou qualquer outra coisa, é conseguir...
-
Uma deliciosa fábula, de autor desconhecido, relata a história de um tigre, um burro e um leão. Conta-se que certa vez estavam o tigr...











